30/08/2009

sinais do patético [post -14]

quem diria que o cara que eu disse que ia estar morto há um ano atrás me faz chorar num domingo. não pensem que é um negócio fácil de entregar assim na bucha. mas eu acho que é mais um dos desenhos da coincidência.

é domingo, tenho uma tevê de tubo que ganhei numa rifa e fumo mais do que o já não recomendado. a felicidade é escrever três regras de comportamento num caderno pra manter o contrato social. já machuquei pessoas que fizeram de tudo por mim e torrei minha tanga. e isso não é coisa de trapalhão, é ser ingrato e infantil.

arrependimento não traz de volta a honra.
choro não lava o fiasco.
e não sair de casa também é roubar no jogo.

a mulher do renato aragão diz que não sabe o que seria dela sem o renato. eu também não. preciso de pequenos sinais do patético. é como ver deus no prêmio duma rifa.

paranoia [post -15]

minha paranoia não foi um coportamente adquirido, seja por meios endógenos ou exógenos. acho que desde pequeno sou assim (e provavelmente puxei isso da minha mãe, que sempre achava que falavam dela quando cochichavam). mas eu tenho uma certeza, e não duvidem de mim, que esse lance tem por trás muita sensibilidade.

não que todo mundo esteja falando de mim quando cochica, se bem que dá pra duvidar disso, mas o desenho das coincidências é uma da poucas coisas que ainda me fazem rir.

sampaulo tem, se eu não tiver enganado (e acho que vocês acham que eu tou), umas 13 milhões de cabeças. isso torna improvável qualquer encontro/esbarramento/pechada improváveis. mas a teoria dos jogos está aí (treme, russel crowe) e nenhuma combinação pode ser descartada.

vocês devem estar se perguntando onde quero chegar, mas, azar, não quero chegar a lugar nenhum. já falei do desenho das coincidências e isso basta. mas a pior merda é se sentir um guri de 6 anos, indeciso frente aos lápis de colorir.


28/08/2009

abre aspas [post -16]

já dizia vinicius facco, a autocitação é a maior covardia criativa.

27/08/2009

[post -17]

tou fazendo um teste pra ver como eu posto completamente bêbado. não vou dar explicações porque fiz essa porra de loguin. o lance é que desconheço. e ainda consigo deletar o que não queria falar. um cigarro queima do meu lado. e tá. tô qause apagando. e eu só tenho uma coisa pra dizer: pescadores, esqueçam as piranhas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

25/08/2009

finish me [post -18]

o murcia, um dos grandes caras da minha vida, tinha um primo da colônia que chamava video-game de videogueiste. e os olhinhos do guri brilhavam quando via a gente debulhando aquele 64 em noventa e seis. e, porra, brilhavam mesmo e mostravam toda aquela vontade-de-querer-brincar também.

mas video-game não é só pauleira, combos ou cascos sendo atirados de um cárte. jogar vídeo (como a gente falava no interior) é um laboratório de filologia - indo mais pro lado da invenção do que pro estudo do vocabulário. os koopa-troops viravam patotinhas. top-tiro era o abrasileiramento do sub-zero do mortal. e hollywoozen era a pronúncia do hadouken na boca do fliperama.

sem contar que o video-gueiste também tinha o papel de educar para a vida. o peruca um dia contou uma lição incrível que ouviu durante uma partida de vídeo. a irmazinha do amigo dele foi convidada pra jogar. a pequena rebate o convite com uma pergunta: esse é de apanhar ou de chegar por último?

digno da beleza, é ou não é? e hoje meus olhos brilharam de novo. acho que senti o que o primo do murcia sentiu lá em noventa e seis. o bornai comprou um xbox 360. e o melhor: tem o top-tiro. jesus cristo, tive que sair da casa do bornai quase chorando, sentindo a frieza e a crueldade do gelo percorrendo os braços.

do final dos noventa pra cá, praticamente larguei de jogar vídeo. o porquê dessa burrada eu desconheço. mas agora tudo tem um novo sentido. mas até pegar a mão o joguinho vai ser de apanhar.

24/08/2009

um charme pro terremoto [post -19]

eu trabalho numa sala que tem a densidade demográfica de pequim ou tóquio. normalmente a galhere vai pra sacada, senta num puff e curte um charme, enquanto faz a mágica da ideia. ou vai pra casa mesmo trabalhar mais à vontade, de cueca e chinela na sala. mas é fouda essa questão do espaço. de vez em quando tem que tar todo mundo junto - e normalmente isso acontece nos xizes das questões, naqueles momentos em que um fio de cabelo pode estragar toda a mousse.

e quando entrei na sala hoje, parecia o salão paroquial de tóquio ou pequim - se é que existe um salão paroquial lá nos tigres. colocaram uma extensão na mesa. outra mesa grudada na mesa que já tinha. ficou um mesão. só faltou ter cuca, galeto e bebida doce pra galhere se servir.

óutima solution. é tipo colocar todos os xintoístas no salão paroquial de tóquio às vésperas dum terremoto. sorte do cara que ficou em casa só de cueca, fumando um charme e batendo a chinelinha.

23/08/2009

um ano depois [post -20]

já se passou mais de um ano desde a última postagem. e o pior: renato aragão continua apresentando o criança esperança. sem contar que o outro blog a que estava me dedicando também foi jogado às traças.

e, pourra, muita coisa mudou nesse meio tempo. voltei pra porto alegre. saí de porto alegre. voltei pra sampaulo. larguei faculdade. tentei retomar faculdade. larguei de novo e ainda quero retomar. não parei de fumar. parei de escrever. voltei a escrever e não parei de fumar.

comecei no mínimo três bandas imaginárias. nenhuma foi pro palco. troquei minha televisão pra uma pior, sem controle remoto. e miguel falabella tá na ativa, revomitando o próprio vômito. e, olha, gentem, se o nosso miguelito fez isso, por que é que eu não vou fazer o mesmo?

tenho uma meta: revomitar-me até terminar essa coisa aqui. o bom é que falta pouco pra essa bulimia masturbatória terminar. espero não escrever mais aqui em breve. e isso é bom.

24/07/2008

Algumas coisas que a gentem deve saber [post-21]

Duas coisas:

• Renato Aragão não dura mais um ano.
• Estou me dedicando a outro blogue.